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Esqueci meu login | 04/09/2010

Investimentos

Veja risco dos investimentos em setembro

Após um mês de extrema variação nos principais ativos em todo o mundo, com forte impacto no Brasil, os investidores não deverão ter sossego em setembro. A crise financeira internacional, iniciada pelos problemas nos empréstimos de risco para a aquisição de imóveis nos Estados Unidos, trouxe grande oscilação aos mercados de bolsa, dólar e juros no Brasil em agosto.

No pior momento da crise, dia 16 de agosto, a bolsa perdia 11%, os fundos de ações recuavam cerca de 20%, o dólar disparava 11%, próximo do patamar de R$ 2,10 e os juros futuros dispararam. As taxas de um ano subiram de 10,9% ao ano para 11,6% no pior momento, trazendo perdas até aos fundos de renda fixa. A partir daí, com a notícia de ajuda dos bancos centrais mundiais, que injetaram um extraordinário volume de recursos nos mercados norte-americano, europeu e asiático, o que se viu foi uma forte recuperação dos preços dos ativos e do desempenho das aplicações. Além disso, o BC dos EUA reduziu a taxa de redesconto da economia e sinalizou possível corte na taxa básica, cuja reunião ocorre agora em setembro.

Virada - A bolsa de valores brasileira recuperou toda a perda acumulada e encerra agosto com ligeira alta, de 0,84%. Já o dólar devolveu boa parte da variação positiva acumulada e encerra o mês abaixo de R$ 2,00, em R$ 1,963, com variação positiva de 4,24%, liderando o ranking de investimentos do mês. Os juros recuaram ligeiramente, mas o novo cenário de risco fez os investidores manterem elevados os prêmios pedidos para papéis de prazo longo. Os fundos DI, CDB/DI e a poupança, por serem aplicações em papéis pós-fixados, foram os únicos a se salvar das oscilações e a não assustar seus conservadores aplicadores. Os fundos renderam cerca de 1% em agosto, antes do imposto de renda, figurando como segunda melhor aplicação tradiconal, atrás do dólar. Já a poupança rendeu 0,65%.

O ouro também teve bom desempenho, impulsionado pela alta do dólar em relação ao real. Mas, como não tem tradição como investimento, não é recomendado no Brasil.

Setembro - Para setembro, o cenário de grande oscilação deve permanecer. Tudo dependerá da receptividade dos investidores às decisões dos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos, que se reúnem este mês. Eles definirão os novos patamares de juros e darão indícios sobre o futuro das taxas, indicando qual a tendência dos principais investimentos.

Portanto, é preciso acompanhar de perto. O primeiro encontro ocorre logo na primeira semana. O BC brasileiro fixa os novos juros no dia 5. A maioria dos analistas espera um corte de 0,25 ponto porcentual na Selic, hoje em 11,5%. É uma redução do ritmo anterior praticado, de cortes de 0,5 ponto. Mas as incertezas geradas pela crise e o efeito da alta dos alimentos sobre os índices de preços recomendam a desaceleração. Se o BC decidir por não reduzir a taxa básica, o efeito será negativo sobre os ativos.

Já o BC dos EUA se reúne no dia 18 de setembro. Todos esperam que o Federal Reserve reafirme sua intenção de ajuda à economia e reduza em 0,25 ponto a sua taxa básica, hoje em 5,25% ao ano. A manutenção do juro traria efeitos fortemente negativos sobre os mercados, pois adiaria a recuperação das condições de crédito no mundo.

Portanto, setembro também será de oscilações e risco elevado. Investir em bolsa é altamente perigoso, logo as posições precisam ser menores. O dólar não atrai como investimento, mas pode subir, caso a crise se agrave. Se o quadro melhorar, o tombo será tão rápido quanto a alta. A renda fixa não deve sofrer como em agosto. Se procura investir para longo prazo, pode aproveitar os prêmios mais altos nos papéis prefixados, acima de 12% ao ano, ante os atuais 11,5% da Selic (que ainda tem perspectiva de queda). Mas, caso a inflação continue incomodando e o BC brasileiro adote posição mais cautelosa, o prêmio pode subir um pouco mais.

Para quem quer assistir à crise de camarote, sem preocupações ou riscos, o ideal é aplicar, ou manter os investimentos, em fundos DI com taxa de administração de até 1% ao ano, CDB-DI com remuneração de até 93% do CDI, e até na poupança, caso não consiga melhores condições.
 
 
Fonte: Equipe Diário Net  - 03/09/2007
Por:Jayme Alves
http://diarionet.terra.com.br/perfil_investidor.action.aspx?idPageItem=9570

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